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Quarta-feira :: 20 / 08 / 2008

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Ciências humanas

Com base no material "humano"

Nas Ciências Humanas, o homem é a base de tudo. Em expansão, a área fornece cada vez mais profissionais para o mercado de trabalho

Atualmente, quase todas as áreas do conhecimento exigem profissionais preparados para o relacionamento humano. Cada vez mais, a habilidade para o trato com outras pessoas, no atendimento ou para o trabalho em equipe, tem estado entre as competências básicas de qualquer profissão. Mas, de que "material" estamos falando? É dessa questão que tratam as chamadas "Ciências Humanas". Ciências envolvidas diretamente com os homens, suas relações, sua história e seus pensamentos.

A área, no entanto, tem sofrido sérias modificações nos últimos anos. O mito de que os cursos de humanas formam apenas professores tem se tornado menor, com as empresas requisitando os profissionais da área para serviços de consultoria e, mesmo, planejamento. "Todo mito tem fundamento, não é uma falsa consciência. O que acontece é que nesses cursos, existe uma possibilidade de diversificação das áreas de atuação", explica o diretor do Centro de Ciências Humanas e Educação da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), Valter Roberto Silvério.

Por outro lado, a mudança também recai sobre o perfil dos profissionais. Ao mesmo tempo em que abre espaço em novos setores do mercado de trabalho, a área tem exigido mais sobre o estudante. A formação passa a ser mais ampla, em busca de um agente mais versátil. Sem esquecer, é claro, da capacidade de intervir na sociedade em que está inserido. "É preciso que o profissional tenha uma boa perspectiva em termos de construção da cidadania, ou seja, consciência social. Ao mesmo tempo, ele deve ter habilidades e competências exigidas no seu tempo", acrescenta Silvério.

Em nenhum momento, porém, a área está fechando suas portas para os alunos interessados na vida acadêmica. O movimento vivido atualmente nas humanas é de duplo sentido, com a área se adaptando às necessidades do mercado ao mesmo tempo em que este olha com mais atenção para as habilidades promovidas pelo estudo de suas disciplinas. A carreira acadêmica em Humanas continua, portanto, sendo boa opção para aqueles que sonham em lecionar ou pesquisar.

Para Silvério, porém, o estudante que pretende ingressar na área de humanas deve estar atento a esta diferença no momento de escolher seus cursos. Segundo ele, determinadas carreiras da área têm sua formação já preparada para o mercado, enquanto outras se voltam mais para uma formação conteudista. "Ele precisa saber exatamente o que deseja. Essa é a primeira ação para ingressar na área. Os cursos de humanidades estão divididos entre em uma perspectiva mais tradicional, mais filosófica, e outra mais moderna, atual", destaca Silvério.

Mercado diversificado

Ao escolher seu curso, portanto, dê uma revisada no seu plano de carreira. "Essa escolha tem relação imediata no perfil, entre aqueles cursos que estão mais preocupados em formar um profissional bem aceito pelo mercado e outros que estão mais voltados para uma formação mais conteudística, do ponto de vista filosófico", lembra Silvério. Ao escolher um curso, dispa-se de preconceitos. Com o mercado descobrindo novas ocupações para os estudantes das humanidades, as chances estão maiores em todos os campos, desde áreas como Ciência Política até Filosofia.

"O que a gente observa que isso varia bastante em cada carreira. Se a referência é um profissional de letras, a tendência é que ele vá se profissionalizar, majoritariamente, na área de educação. Já em biblioteconomia, por exemplo, é que cada vez mais, empresas solicitam esse tipo de profissional, que tem a habilidade do bibliotecário tradicional, mas, ao mesmo tempo, se desenvolveu na área de ciência da informação", explica Silvério. "No caso da pedagogia, também. Algumas empresas já utilizam pedagogos para organizar treinamentos. Nas sociais, vários profissionais vão trabalhar em consultoria, assessoria e também no planejamento de políticas públicas. É preciso ver a diversificação do mercado".

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