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Quarta-feira :: 20 / 08 / 2008

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Engenharias

Além de bom de cálculos, bom de papo

Com o crescimento da participação do Agronegócio no PIB brasileiro, o mercado de trabalho da área tem crescido. No entanto, cada vez mais são exigidos profissionais versáteis e multidisciplinares

Se você pensa em fazer Engenharia, adora cálculos, mas nunca pensou em equilibrar essa aptidão com didática e comunicação, reveja seus conceitos. O perfil do engenheiro está mudando e aqueles que pretendem criar e desenvolver projetos para a sociedade devem aliar seus conhecimentos técnicos com outras áreas de atuação, apostando em um aperfeiçoamento multidisciplinar.

Segundo o professor de Engenharia da PUC-Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais), Otávio de Avelar Esteves, a integração da engenharia com outras áreas de conhecimento é uma mudança fundamental na formação do engenheiro. "Hoje, o mercado de trabalho exige profissionais altamente qualificados. Isso implica uma integração tanto das áreas de atuação, como de conhecimentos específicos", explica.

A professora de Engenharia da UniFei (Centro Universitário da FEI), Inês Grosso, compartilha do mesmo pensamento e reforça a idéia da concepção de um novo perfil do engenheiro: um profissional que atende as necessidades de um mercado globalizado ao mesmo tempo que trabalha aliado à sociedade para disseminar seu conhecimento. "O engenheiro faz engenharia para pessoas, portanto, ele precisa saber se comunicar com essas pessoas e passar o seu conhecimento, a fim de que elas possam utilizar melhor sua criação, seu projeto", relata.

Para os professores, a escolha da engenharia como profissão não deve ser pautada pela remuneração ou status que ela pode trazer. "Existe mercado sim, para os bons profissionais. Não adianta fazer engenharia, ou outra profissão, baseado em questões superficiais", declara Esteves.

O professor afirma que o profissional da Engenharia que pretende atingir seus objetivos na idealização e construção de projetos precisa estar ciente e preparado para as dificuldades que surgirão ao longo do caminho. Nesse sentido, ele reforça que o candidato que avaliou realmente sua profissão dificilmente desiste de um curso ou de uma carreira. "Tive alunos que queriam fazer comunicação e cursavam engenharia. É evidente que um profissional como esse não irá render. Por isso, é fundamental que, antes de escolher sua carreira, o candidato avalie bem o que quer", diz.

Outro fator que tem determinado o perfil do novo engenheiro está ligado ao seu envolvimento com a sociedade. Para Inês, além de aplicar os conhecimentos técnicos adquiridos ao longo de sua formação, o engenheiro tem um compromisso com a sociedade pois ele é o responsável pela transformação da tecnologia pura em um produto que será utilizado por pessoas. "Mesmo quando se trata de uma engenharia abstrata, como a de um software, existe a necessidade da integração de conhecimentos, para que o engenheiro consiga transmitir ao usuário de seu sistema os conhecimentos necessários para sua utilização", afirma.

Áreas de destaque

Os dois especialistas preferem não apontar quais as áreas, dentro da Engenharia, que despontam como promissoras. "Fica difícil dizer especificamente de uma área, pois o que pode estar `saturado´ em São Paulo pode ser uma opção no interior do Mato Grosso. O profissional deve avaliar em que mercado pretende trabalhar e seguir seu caminho", friza Inês.

Esteves acredita ser difícil determinar uma área pelo estado de mutação e turbulência em que a economia brasileira vive atualmente. "Estamos em um cenário de inconstâncias. O Brasil passa por mudanças e outros países também. Proferir qualquer palpite seria arriscado. Porém, existem áreas que o mercado brasileiro poderia explorar mais, como a engenharia de telecomunicações, principalmente pelo fato de que ela ainda é amplamente explorada no exterior", ressalta.

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