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Quarta-feira :: 20 / 08 / 2008

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Ciências agrárias

Um "Brasilzão" todo para trabalhar

Com o crescimento da participação do Agronegócio no PIB brasileiro, o mercado de trabalho da área tem crescido. No entanto, cada vez mais são exigidos profissionais versáteis e multidisciplinares

Por mais que o estudante não tenha dúvidas quanto à profissão que escolheu, sempre permanecem incertezas quanto ao mercado de trabalho. Será que a concorrência é grande? Existem vagas para todos os que se formam? Em uma das grandes áreas do conhecimento, porém, esses questionamentos não são (ou não precisariam ser, pelo menos) tão intensos. Para as Ciências Agrárias, o "campo" de trabalho é gigantesco. São mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados de área no Brasil, boa parte deles utilizado para a agricultura.

A cada ano, a participação do agronegócio no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresce significativamente. Ainda que o crescimento do PIB nacional esteja longe do esperado, o setor agrícola é o que mais tem colaborado na evolução do índice. "Toda a área tem crescido bastante, o potencial da agricultura é muito grande. A manutenção do nosso produto interno bruto está baseada na produção do campo", explica o coordenador do curso de Agronomia da ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queirós da Universidade de São Paulo), Quirino Augusto de Camargo.

Para se ter uma idéia da importância do setor para a economia brasileira, até maio deste ano o PIB do agronegócio apresentou crescimento de 5,6%. No mesmo período, o índice que inclui todas as áreas da produção nacional (como comércio, indústria e serviços) cresceu apenas 1,6%. "No Brasil, esse resultado vai se manter por muitos anos. Nossa tendência é fortalecer cada vez mais o agronegócio. E isso favorece bastante o mercado de trabalho", complementa o coordenador do Centro de Ciências Agrárias da UFV (Universidade Federal de Viçosa), Geraldo Antonio de Andrade.

Com o setor "empolgado", o mercado de trabalho passa por um bom momento. Mas, como em qualquer outra área, isso não se estende a todos os profissionais. "O estudante de Agrárias precisa estar preparado para apostar no empreendedorismo. Hoje não há mais emprego como antigamente. O grande empregador era o governo, que hoje já não gasta tanto com isso", alerta Andrade. A grande vantagem, neste sentido, é a multidisciplinaridade de área, que combina conhecimentos de biológicas com exatas e até de humanas.

Vale lembrar que a área de Agrárias é bastante ampla. Inclui, por exemplo, profissões como Medicina Veterinária, Agronomia, Administração com Ênfase em Agronegócios e Zootecnia. Isso reflete, de certa maneira, na formação acadêmica, que oferece conhecimentos em biológicas, matemática, química e física. Portanto, se você pretende ingressar em algum curso de Ciências Agrárias, esteja preparado para não se delimitar ao estereótipo de determinadas profissões. Em veterinária, por exemplo, muito mais do que cuidar de pequenas mascotes, o profissional pode se especializar em produção pecuária.

"Dentro da área de agrárias, o currículo é muito flexível. Se um aluno do curso de agronomia, por exemplo, perceber uma tendência maior para o agronegócio, ele pode se afunilar mais para o lado da economia. É uma área que dá uma amplitude muito grande para o estudante", afirma Andrade. Com um perfil mais versátil, o profissional de agrárias pode se preparar para atuar tanto na produção, como na manutenção ou mesmo no relacionamento empresarial do setor. Assim, não se preocupe, antes de ingressar na universidade, com a delimitação da sua carreira.

Mas se prepare, logicamente, para enfrentar dificuldades e mudar o curso da carreira, se for preciso. "A vantagem das agrárias é que o campo de trabalho é vasto. Existem pessoas formadas em agronomia que trabalham com economia ligada à agricultura e competem com economistas", explica Camargo. "É preciso combinar uma formação básica sólida com jogo de cintura para se adaptar às necessidades do mercado. Em cinco anos, tempo de duração do curso, tudo muda. O aluno tem que ser formado para se adaptar às variações que podem surgir", finaliza Andrade.

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