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O Bê-a-Bá dos cálculos

A demanda por matemáticos ainda é maior na área acadêmica, mas esse quadro já está mudando. Conheça outras possibilidades no mercado de trabalho para esse profissional

Publicado em 24/10/2005 - 00:01

Somar, subtrair, multiplicar, dividir... a matemática é muito mais do que isso. É a ciência básica para diversos cursos, um instrumento científico importante para a expansão do conhecimento do homem e de suas atividades. Bicho-de-sete-cabeças para uns, prazer para outros. Uma área que já existe há séculos, porém uma profissão ainda muito recente. Por esse motivo muitos desafios precisam ser vencidos e um deles é a busca de reconhecimento fora da área acadêmica.

Hoje em dia, o matemático atua predominantemente como professor. No entanto, esse quadro já está vivenciando um movimento de expansão. "Não sabemos se essa alteração será rápida, mas já está ocorrendo. Algumas empresas, de diferentes áreas, já começam a perceber a importância desse profissional na composição de suas equipes de trabalho", conta o coordenador do curso da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Helder Cândido Rodrigues. "A principal área de atuação ainda é a docência".

Mas, onde estão concentradas as vagas fora da academia? A consultora da Career Center, empresa de orientação profissional, Marisa da Silva, assegura que entre os principais empregadores estão as empresas de informática e de tecnologia da informação. "E ainda empresas financeiras, de consultoria e pesquisa de mercado. Indústrias e centros de pesquisas também já começaram a contratar matemáticos para que trabalhem em conjunto com outros profissionais", descreve.

A disputa por melhores posições tem levado as empresas, de uma maneira geral, a utilizar tecnologias cada vez mais sofisticadas, apoiadas na prática computacional de modelos matemáticos. Justamente por esse motivo, aumenta a cada dia a demanda por profissionais com conhecimentos mais profundos e integrados de cálculos, estatística, probabilidade e computação. "São características que podemos encontrar nestes profissionais", diz a gerente de Recursos Humanos do IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), Amélia Bayoud. "Hoje, o nosso diretor de Tecnologia é formado em Matemática. Ele consegue ter a visão de seu campo de atuação e, ao mesmo tempo, entende toda a parte conceitual necessária para o andamento do trabalho", aponta Amélia.

A opinião é unânime quando se fala no crescimento da profissão. "Na área de ensino, principalmente na rede pública, há uma grande carência de professores de Matemática", relata Rodrigues. O professor assegura ainda que o mercado fora da academia também está em expansão. "Embora quem deseja atuar fora dos campos da docência tenha mais dificuldade para ingressar no mercado de trabalho, as oportunidades são crescentes", conclui.

Segundo levantamento feito pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), existem, atualmente, 119 cursos de Matemática no Brasil. O total de matrículas anuais é de 21.518, contrapondo-se bastante ao número de concluintes, 2.844. "Reflexos da má informação. A graduação na área não é o aperfeiçoamento da matéria que se estuda no Ensino Médio, como muitos imaginam. É muito mais sofisticada", afirma o coordenador. Clique aqui e conheça mais sobre o curso.

Confira abaixo os motivos que levaram um vestibulando, um graduando e um profissional a escolher o curso de Matemática:

Idade: 25 anos

Onde estuda:
Cursinho da Poli
André Fernando de Oliveira Maria
Idade: 20 anos

Onde estuda: UnB (Universidade de Brasília)
Paloma Piorno Baltore
Idade: 23 anos

Profissão: Graduado em Matemática com ênfase em informática pela Fundação Santo André.
Daniel Bosso Gonçalves
Vestibulando - Por que escolheu a profissão?
Sempre tive preferência por exatas e, dentre as possibilidades, a matemática foi a que mais me chamou a atenção. Depois de pesquisar muito, percebi que esta era a profissão que mais se identificava com os meus gostos e interesses. Não procurei algo pensando no salário, mas que me satisfizesse profissionalmente.
Graduando - Por que escolheu a profissão?
Na verdade, desde a sétima série sou apaixonada por matemática. Quando vi polinômio foi paixão à primeira vista. Durante o Ensino Médio, até pensei em fazer outro curso, mas descobri que era a matemática que eu queria. Foi por paixão mesmo.
Profissional - Por que escolheu a profissão?

Escolhi a profissão porque desde cedo me interessei por sistemas e cálculos.

Vestibulando - O que espera do curso?
Espero que possa abrir mais campos e mais horizontes na minha vida. Pretendo trabalhar na licenciatura. Por isso, desejo que o curso me dê as bases para me tornar um bom professor. Estou ciente que não é nada fácil, mas o sonho fala mais alto do que as dificuldades.
Graduando - O curso corresponde às suas expectativas?
Gosto muito do curso. É muito puxado, no entanto, já imaginava que seria assim. Aprendi a gostar ainda mais da matemática e me interessei pela área acadêmica. Mas o que mais me atrai no curso é a diversidade dos assuntos.
Profissional - O curso correspondeu às suas expectativas?
O curso não correspondeu totalmente as minhas expectativas, pois buscava uma especialização maior nos assuntos relacionados a informática. A grade do curso ofereceu muitas disciplinas focadas em teoria e matemática pura. Hoje já existe na faculdade o curso de Sistemas de Informação, mais aplicado e focado no assunto.
Vestibulando - Quanto espera ganhar depois de formado?
Não tenho conhecimentos sobre o salário do profissional, mas espero ganhar, no mínimo, R$ 1.800,00. Para constituir e sustentar uma família com um salário desse ainda é pouco, mas, estando solteiro, esse valor é suficiente para começar.
Graduando - Quanto espera ganhar depois de formada?
Para dar aula, sei que não vou ganhar muito. Se conseguir trabalhar na área de genética, talvez ganhe mais. Não é nem tanto o dinheiro que me atrai na profissão, é a paixão que tenho pela Matemática. Espero ganhar entre R$ 2.000,00 e R$ 3.000,00.
Profissional - Quanto ganha?
A renda média do profissional que trabalha na área de sistemas hoje, com experiência de no mínimo três anos, é de R$ 3.000,00. Muitos fatores influenciam essa renda, como formação, competências, conhecimentos e certificados.
Vestibulando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
A satisfação de passar algum conhecimento para as pessoas. A matemática já me encanta. Agora, poder ensinar sua importância e funções será uma satisfação que não tem preço.
Graduando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
Se conseguir passar um pouquinho da minha paixão pela área para meus alunos, já me sentirei realizada profissionalmente. As pessoas têm medo da Matemática. Encaram a matéria como um bicho-de-sete-cabeças.
Profissional - O que acha de melhor na profissão?
Posso citar dois pontos que me agradam: oportunidade de trabalho, uma vez que sempre existe espaço no mercado para um profissional de tecnologia de informação; e diversidade de tarefas, pois é muito difícil cair em rotina trabalhando-se com sistemas.
Vestibulando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
O pior vai ser dar aula em colégio público. Estudei nesse sistema e sei como funciona. Além da indisciplina dos alunos, os professores não têm liberdade para criar suas aulas, são obrigados a seguir repertórios. Vai ser frustrante não poder passar o que sei.
Graduando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
A dificuldade que você tem para lecionar. Ás vezes você monta todo um plano de aula que seria melhor, só que é necessário cumprir certos horários e seguir certas regras. Isso acaba dificultando o trabalho do docente.
Profissional - O que você acha de pior na profissão?
Poderia citar mais de um ponto adverso. Mas, talvez, o mais problemático seja o stress, causado por fatores como excessivas horas extras trabalhadas para o cumprimento de prazos mal definidos. Sempre sobra para o programador.
Vestibulando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
É um pouco desfavorecida em relação a outras profissões como Engenharia, Medicina. Ainda existe um certo preconceito com esse profissional. As empresas não valorizam o trabalho do matemático.
Graduando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Ainda é uma profissão estereotipada. Quem faz Matemática é o "nerd". Logicamente, depende de cada pessoa, mas o Brasil tem grande potencial para formar bons profissionais. É precisa desmistificar o conceito de que o matemático só trabalha na licenciatura. É uma profissão que está crescendo e lutando para conquistar o seu espaço fora da área acadêmica.
Profissional - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Acho que o Brasil possui excelentes profissionais na área. O mercado ainda não está escasso, pelo contrário, está precisando de recursos e especialistas de tecnologia da informação. A exportação desses serviços também tem crescido e a oportunidade de participação em projetos fora do país já é constante.
Vestibulando - Que dica você daria a estudantes que estão em dúvida entre Matemática e outras áreas?
A matemática é para quem realmente gosta de cálculo. Ou você ama matemática ou odeia, não existe meio-termo. As pessoas em dúvida com relação à escolha profissional precisam refletir sobre o futuro para que possam tomar a melhor decisão para suas vidas.
Graduando - Que dica você daria aos estudantes interessados em Matemática?
Sou suspeita para falar, mas diria para eles tentarem porque é muito bacana. Lógico que as dificuldades existem, como em todos os cursos, mas tem coisas muito interessantes tanto na docência, como no bacharelado. Vale a pena tentar!
Profissional - Que dica você daria aos alunos interessados nesta profissão?
Procurem conhecer o curso que pretendem fazer, seja graduação, especialização ou técnico. Uma vez cursando, não espere que tudo venha dos professores. Pesquise, busque, conteste, compare informações. Leiam bastante. Procurem estar atualizados às novidades do mercado, tecnologias e tendências da área. Pratique paciência. Não estacione nunca. Conheça novas ferramentas, novos métodos. Se não há mais nada que você não domine no seu trabalho, está na hora de buscar novos desafios. E o mais importante, aprendam a dedicar o melhor nas tarefas que lhe são designadas. Isso será o diferencial na escolha de bons profissionais. Nem sempre qualificação técnica supera a persistência.

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