Mobilidade
Relação Universidade-Empresa
Formação
Notícias
Quem somos
Alianças

Publicidade

Publicidade

Rede Universia

Universia.br

Brasil :: Página inicial >

Sexta-feira :: 09 / 11 / 2007

SERVIÇOS ::

Pré-Universitário   Profissões       Minha Escolha     Ciências da Saúde    

Agentes de inserção social

Diretamente relacionada ao desenvolvimento de programas sociais, a área de atuação dos terapeutas ocupacionais se mostra bastante abrangente. Conheça mais sobre a profissão

Publicado em 10/08/2005 - 00:01

A Primeira Guerra Mundial deixou muitas seqüelas no mundo. Além de grandes crises econômicas e sociais, o conflito impulsionou o surgimento de uma série de novas profissões. No rastro de destruição provocado pelas batalhas, surgiram os primeiros profissionais da Terapia Ocupacional, em meados de 1918, nos Estados Unidos, para cuidar do grande número de pessoas incapacitadas e com distúrbios neurológicos. No Brasil, o primeiro curso surgiu na USP (Universidade de São Paulo), já no final da década de 50. No entanto, a profissão só seria regulamentada anos depois, em 1969.

Por ser uma profissão relativamente nova, uma das mais recentes na área da saúde, poucos a conhecem. No entanto, diferente do que se pensa, o profissional trata de pessoas com dificuldades de adaptação à vida em sociedade. Em geral, esses problemas, que podem ser físicos, sensoriais, mentais, sociais ou psicológicos, são tratados a partir do uso de atividades que compreendem uma construção complexa da relação entre pacientes, os terapeutas, serviços assistenciais, integração na vida cotidiana e na cultura. O terapeuta também pode desenvolver equipamentos e tecnologia orientadas para a autonomia e emancipação dessas pessoas.

"Como as pessoas não conhecem a carreira, fazem uma pré-concepção, muitas vezes errada, de suas atividades", conta a coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da USP, Fátima Oliver. "Porém, temos uma vantagem. Podemos construi-la. Pois, apesar de partirmos de questões estabelecidas, ela é nova o suficiente para aceitarmos novos desafios".

Atualmente, existem 44 cursos de Terapia Ocupacional no Brasil, um número ainda pequeno em relação as demais áreas da saúde. Em média, eles têm duração de quatro anos. Entre as disciplinas do currículo encontram-se anatomia, biologia, farmacologia, psicologia, oftalmologia, terapia ocupacional aplicada à educação, à saúde mental e às condições sociais. É exigido ainda que o aluno cumpra, no mínimo, um terço da carga horária do curso em atividades práticas. Depois de formado, o graduado precisa se registrar no Crefito (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) para exercer a profissão.

O fato de saber lidar com a reabilitação física, mental ou social de um paciente faz com que um terapeuta ocupacional tenha um vasto campo de trabalho. Dessa forma, os profissionais da área podem conseguir colocação em hospitais, clínicas, centros de reabilitação, unidades básicas de saúde, escolas, presídios, creches, clubes, centros de convivência, consultórios e oficinas terapêuticas. "O campo de atuação está diretamente relacionado à política de saúde, de educação e outros programas sociais, que podem favorecer ou não o mercado para esses profissionais", explica Fátima. Em linhas gerais, pode-se trabalhar nas áreas de Educação, Gerontologia, Psiquiatria, Reabilitação funcional e profissional, Reintegração social e Tecnologia.

De acordo com o Coffito (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional), existem, atualmente, 7.815 terapeutas ocupacionais inscritos no conselho. Segundo a entidade, praticamente todos seguem atuando na área. "A profissão está em um momento de transição, ainda não tem um movimento de saturação. Mas, se mantiver a abertura indiscriminada de escolas, poderemos viver o mesmo que outras profissões da área da saúde vivem hoje. Um número grande de cursos formando mais aluno do que o mercado e as políticas assistências podem absorver", opina Fátima.

Segundo a professora, existe uma grande concentração de oportunidades no sudeste, seguido do Sul. Mas, para ela, essas regiões também apresentam as maiores concorrências por vagas no mercado de trabalho. A professora Fátima Oliver também alerta aos interessados que é importante que o terapeuta ocupacional desenvolva um bom controle emocional, já que vai lidar com problemas sérios, nem sempre fáceis de serem encarados. "Para ser um bom profissional, acima de tudo, é preciso estudar muito e ter um compromisso ético com o desenvolvimento e bem estar das pessoas", conclui.

Confira abaixo os motivos que levaram um vestibulando, um graduando e um profissional a escolher o curso de Terapia Ocupacional:

Renata Truglia Soares

Idade: 18 anos

Onde estuda: Cursinho da Poli


Idade: 20 anos

Onde estuda: UFPR (Universidade Federal do Paraná)
Priscila Yukari Sewo
Idade: 27 anos

Profissão: Graduada pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e pós-graduada em Desenvolvimento Infantil pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)
Simone Becho de Campos
Vestibulando - Por que escolheu a profissão?
Dentro das diversas áreas da saúde, a Terapia Ocupacional foi a profissão que melhor correspondeu ao meu perfil. Em princípio, pensei em cursar a graduação em Fisioterapia. Mas, antes de tomar qualquer decisão, pesquisei muito. Por meio dessas pesquisas que pude conhecer a TO, uma profissão até então desconhecida para mim. Integrar as pessoas no meio social foi o que mais me chamou a atenção.
Graduando - Por que escolheu a profissão?
Escolhi a Terapia Ocupacional por ser uma ciência que aborda o ser humano como um todo, um ser bio-psicossocial, tratando não somente dos sintomas e seqüelas de uma doença, mas priorizando a conquista da independência funcional e a qualidade de vida do paciente, tendo como objetivo a reinserção desse indivíduo na comunidade.
Profissional - Por que escolheu a profissão?

Li sobre a atuação da Terapia Ocupacional e decidi seguir a profissão por dois motivos: o primeiro porque poderia trabalhar com crianças, algo que sempre gostei; e o outro, pelo fato do TO utilizar-se de diferentes atividades, como instrumento de intervenção, pintura, desenho, jogos e vivência de tarefas do cotidiano, relacionadas ao cuidado pessoal e à vida prática, algo fantástico.

Vestibulando - O que espera do curso?
Na verdade, não sei ainda. Estou tão preocupada em passar no vestibular que não parei para pensar nisso. Mas, continuarei batalhando pra conseguir alcançar o meu objetivo, que é ser uma excelente profissional. Independente do que vier, tenho que correr atrás desse objetivo.
Graduando - O curso corresponde às suas expectativas?
O curso de terapia ocupacional na UFPR prioriza na formação de seus estudantes essa visão holística que o profissional deverá ter para com o seu paciente. Para isso, disponibiliza em seu currículo disciplinas de áreas biológicas e humanas. Somos ensinados a ter um "olhar crítico" sobre o individuo, ter a percepção do que o paciente precisa no momento do atendimento, qual é o problema que o aflige, e o quanto isso interfere no seu desempenho funcional. O curso corresponde sim as minhas expectativas, porque oferece diversas áreas de atuação e oferece um campo de trabalho amplo.
Profissional - O curso correspondeu às suas expectativas?
Sim. Com os estágios curriculares, passei a gostar cada vez mais da profissão, pois foi onde eu pude realmente sentir o que era ser uma terapeuta ocupacional. Assim, tive a certeza que era aquilo que queria como profissão.
Vestibulando - Quanto espera ganhar depois de formada?
Espero receber o suficiente para me sustentar. Mas, inicialmente, pretendo ganhar R$1.500.
Graduando - Quanto espera ganhar depois de formada?
Inicialmente pretendo ganhar aproximadamente R$ 1.500. À medida em que for obtendo mais experiência na prática profissional, quero aumentar essa remuneração.
Profissional - Quanto ganha?
Varia muito, depende da área de atuação e da localidade.
Vestibulando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
Conseguir ajudar as pessoas especiais e, principalmente, integrá-las no meio social.
Graduando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
Será acompanhar o crescimento da profissão. Ver a Terapia Ocupacional conquistando mais reconhecimento e espaço na área de saúde, por meio da demonstração da importância do profissional no processo de reabilitação.
Profissional - O que acha de melhor na profissão?
O trabalho voltado para desenvolver a autonomia e a reinserção social.
Vestibulando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Ainda não sei o que encontrarei de pior na profissão.
Graduando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Será encontrar profissionais da área desatualizados, com atuações duvidosas, isto é, propondo atividades sem fins terapêuticos.
Profissional - O que você acha de pior na profissão?
A profissão ainda é pouco conhecida e pouco valorizada.
Vestibulando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Apesar de ser uma profissão pouco conhecida, ela é muito importante para o desenvolvimento do país. Só é preciso que as atividades da Terapia Ocupacional sejam mais divulgadas para que as pessoas possam valorizá-la e usufruírem de seus serviços.
Graduando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
No Brasil ainda estamos em um processo de "desbravamento" da profissão. Em muitos lugares no país, a profissão é ainda desconhecida. Existe a necessidade de explicar o que é a profissão, sua importância. Somente assim conquistaremos mais espaço nas instituições e obteremos mais reconhecimento em nosso trabalho. Acredito que, daqui a alguns anos, a atuação do TO no Brasil será obrigatória nas equipes de saúde.
Profissional - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Está em expansão, mas ainda precisa crescer muito e ser mais valorizada.
Vestibulando - Que dica você daria a estudantes que estão em dúvida entre Terapia Ocupacional e outras áreas?
É importante olhar para si mesmo e procurar uma profissão que corresponda às suas necessidades e desejos. Mas, para isso, é preciso pesquisar ao máximo, e, se possível, conversar com profissionais da área de interesse.
Graduando - Que dica você daria aos estudantes interessados em Terapia Ocupacional?
Para ser um terapeuta ocupacional, a pessoa deve, em primeiro lugar, ser perseverante. Por ser uma profissão nova, muitas pessoas não conhecem o trabalho e, com isso, não a valorizam. É essencial, também, ser criativo, ter uma mente aberta, saber planejar propostas de atividades, pensar em intervenções diferenciadas, e claro, ser suficientemente sensível para perceber as necessidades do cliente no momento de atendimento.
Profissional - Que dica você daria aos alunos interessados nesta profissão?
Antes de escolher qualquer profissão, acho que devemos buscar profissionais que já estão atuando na área, conhecendo o trabalho e tirando as dúvidas, para fazer a escolha certa. Mas, o mais importante, é gostar de trabalhar diretamente com pessoas - crianças, adultos e idosos - e ser criativo!

Encontre Notícias de seu interesse


Publicidade

.                                                                                                                                                         &nbs p;