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Protetores do Verde

No Brasil, dono de uma das maiores áreas verdes do mundo, a Engenharia Florestal avança na tentativa de conciliar a exploração e preservação das matas

Publicado em 14/07/2005 - 00:01

Muitas profissões vêm ganhando espaço com o crescimento do mercado madeireiro no Brasil, responsável por 4% do PIB (Produto Interno Bruto). Uma delas é a de Engenharia Florestal, curso criado em 1960 na UFV (Universidade Federal de Viçosa), com o objetivo de curar os males do desmatamento predatório e de suprir as necessidades de aprimoramento e de ampliação da silvicultura no país, até então apenas uma disciplina dos cursos de agronomia.

Em um país como o Brasil, com área verde de 3,4 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente a 40% do espaço total, as opções de atuação de um engenheiro florestal são cada vez maiores. Além de elaborar e supervisionar projetos referentes à preservação de áreas florestais, o profissional do setor passou a atuar também nos processos de industrialização da madeira e no controle de qualidade de seus produtos.

Mas, a principal atividade da Engenharia Florestal é conciliar a exploração econômica das florestas com a sua preservação. "Explorá-las, mas sem destruí-las. Buscar um equilíbrio entre a natureza e a produção econômica. Uma função que envolve muita pesquisa", conta o coordenador do curso de Engenharia Florestal da UFV, Gumercindo Souza Lima.

Por ser uma profissão relativamente nova, não são todas as universidades brasileiras que oferecem essa opção. Segundo levantamento feito pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), existem, atualmente, 28 cursos de Engenharia Florestal no Brasil. O total de matrículas anuais é de 5.107, contrapondo-se bastante ao número de concluintes, 578. "Essas desistências são reflexos da má informação que os graduandos tem da profissão. É preciso destacar que esse é um segmento da engenharia, não envolve apenas a área ambiental, como muitos imaginam. É uma mescla entre essas duas áreas", afirma Lima.

Em média, o curso tem duração de cinco anos, com carga horária de 3.000 a 3.500 horas, além de 300 horas de estágio obrigatório. As matérias principais da graduação são: Matemática, Estatística, Experimentação, Física, Química, Biologia, Botânica, Zoologia, Desenho, Processamento de Dados, Ciências Humanas e Sociais, Ciências do Ambiente, Solos, Topografia, Climatologia, Proteção Florestal, Mecanização e Exploração Florestal, Estrutura de Madeiras, Silvicultura, Manejo Florestal e Extensão Rural. Essas matérias geralmente são divididas em três partes: teórica, prática (laboratório) e estudo em campo.

Dentro da formação profissional do engenheiro florestal existem três segmentos básicos: Silvicultura, área responsável pela elaboração e análise de projetos ambientais; Ecologia Aplicada, desenvolvimento de pesquisas de campo nos diferentes ecossistemas brasileiros; e Tecnologia de Produtos Florestais, segmento que gerencia as unidades industriais madeireiras. Mas, para exercer a profissão, além do diploma, é preciso da habilitação concedida pelo Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia).

Atualmente, o profissional pode atuar tanto em empresas públicas, como nas privadas. No setor público as maiores oportunidades estão nos órgãos de controle ambiental, análise e fiscalização de projetos ambientais, administração de parques e reservas e em instituições científicas e de pesquisa. Já no setor privado, principalmente nas áreas ligadas à produção de madeira e pesquisas florestais e industriais.

Para os interessados, Lima alerta que, independente da especialização, o campo de trabalho é vasto, mas está relacionado diretamente com a situação econômica do país. "Na medida em que cresce o setor de exportação, aumenta a produção e, conseqüentemente, a demanda por Engenheiros Florestais. Embora exista uma grande diversidade no campo de atuação, diversas outras profissões também usufruem desse mesmo nicho".

O Coordenador relata ainda que praticamente todos os recém-formandos que desejam atuar na área conseguem ingressar no mercado de trabalho. "Aproximadamente 80% dos formandos conseguem uma colocação. Os demais não ingressam por opção. Alguns decidem atuar em outras áreas e outros optam por uma especialização antes de encarar a concorrência. A área é promissora em todas as regiões brasileiras, basta que o profissional tenha força de vontade e empenho".

O piso da profissão, estabelecido pelo CREA para todas as engenharias, é de oito salários mínimos. "Para ser um engenheiro florestal é preciso ter interesse por pesquisas tecnológicas e pelo meio ambiente. Mas o mais importante é estar ciente do seu papel na sociedade, que é saber usufruir dos recursos naturais sem prejudicar a natureza. Deve-se conhecer e analisar a profissão antes de tomar qualquer decisão, é uma escolha difícil, mas é uma das mais importantes da vida de uma pessoa", conclui Lima.

Descubra os motivos que levaram um vestibulando, um graduando e um profissional a escolher o curso de Engenharia Florestal:

Idade: 18 anos

Onde estuda: Cursinho da Poli
Juliana Valente Florenzano
Idade: 19 anos

Onde estuda: UNESP (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho)
Danilo Scorzoni Ré

Idade: 44 anos

Profissão: Graduado pela UnB (Universidade de Brasília).

Mestre e doutor pela Universidade de Idaho, nos Estados Unidos

Divino Eterno Teixeira
Vestibulando - Por que escolheu a profissão?
Sempre gostei de áreas que envolvessem o meio ambiente. Mas o que me fez pensar em cursar a graduação de Engenharia Florestal foi saber da grande degradação que as nossas florestas estão sofrendo. Com esse curso poderei apreender técnicas de proteção ao meio ambiente e poder contribuir com a preservação da natureza.
Graduando - Por que escolheu a profissão?
Simpatizei-me pela área florestal no colegial, quando realizei um curso técnico. Por isso, escolhei Engenharia Florestal por ser uma profissão em expansão, tanto no segmento de produção quanto no de conservação.
Profissional - Por que escolheu a profissão?

Na verdade, prestei o vestibular para Geologia e como segunda opção escolhi Engenharia Florestal. Passei para Engenharia Florestal, por isso decidi encarar o curso e no decorrer da graduação fui me apaixonando cada vez mais pela área. Uma profissão na qual atuo até hoje.

Vestibulando - O que espera do curso?
Apesar de não gostar muito de exatas, sei que o curso me dará todas as bases para que eu possa gerenciar a produção florestal e a conservação dos recursos naturais. A graduação é uma fase muito importante para a formação profissional de qualquer pessoa, por isso acredito que será de grande importância.
Graduando - O curso corresponde às suas expectativas?
Até o momento eu só tive as disciplinas básicas, que vão dar suporte para as aplicadas. Apesar de básicas, temos muitas aulas práticas, tanto nos laboratórios como no campo. A faculdade tem uma boa infra-estrutura, proporcionando boas condições de estudos. Além de tudo, antes de entrar e escolher a profissão, analisei a grade curricular do curso, para saber se as matérias correspondiam ao que desejava. Por isso, já iniciei o curso ciente do que iria encontrar.
Profissional - O curso correspondeu às suas expectativas?
O curso atendeu completamente as minhas expectativas, ele foi o grande responsável pela minha paixão e por minha formação. Em 1980, quando iniciei a graduação, a profissão não era muito conhecida, por isso não sabia nada sobre ela, apenas que envolvia a área florestal. O curioso foi que na grade curricular do curso tinha uma disciplina de Geologia, profissão que deseja seguir, mas ao cursá-la percebi que não era nada daquilo que eu imaginava e nem do que gostava. Foi na graduação que tive os primeiros contatos com a profissão.
Vestibulando - Quanto espera ganhar depois de formada?
Não sei exatamente qual é o piso salarial de um engenheiro florestal, mas espero receber o suficiente para sobreviver e para levar uma vida confortável.
Graduando - Quanto espera ganhar depois de formado?
O salário vai depender da área que vou seguir, escolha que ainda não fiz. Porém, estou no segundo ano e ainda tem bastante chão pela frente para que eu tome essa decisão, com muita cautela. O salário médio inicial de um engenheiro florestal é de R$ 2.000 a R$ 2.500. Espero poder encontrar um bom emprego e receber algo nessa faixa salarial.
Profissional - Quanto ganha?
Depende do local onde vai trabalhar, pois cada lugar tem o seu plano de carreira e o seu plano salarial.
Vestibulando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
A grade satisfação de proteger o meio ambiente.
Graduando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
Poder colaborar com a geração atual a não acabar com os recursos naturais, assim deixando que a próxima geração também usufrua desses bens. Isso é o que mais me motiva a fazer o curso e seguir a profissão.
Profissional - O que acha de melhor na profissão?
Poder trabalhar com bens renováveis e com meio ambiente, isso é o que mais me chamou a atenção na profissão. Tanto é que optei por esse caminho. Sempre trabalhei com o aproveitamento de resíduos, uma questão ambiental de grande importância para toda a sociedade.
Vestibulando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Comprovar que é imenso e crescente o número de desmatamentos no país. Acredito que será chocante, apesar de proporcionar muito trabalho e, conseqüentemente, dinheiro.
Graduando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
O lado mais difícil, e não negativo, seria lidar com as pessoas. Por mais conhecimentos que você tenha, essa não é uma tarefa fácil. Cada um tem um comportamento singular, complicando ainda mais essa relação.
Profissional - O que você acha de pior na profissão?
Poderei considerar como um ponto negativo a questão da participação da classe. Apesar do Engenheiro Florestal ter associações locais, e uma nacional, a sua atuação como classe é pequena. Cada um cuida do seu trabalho, não existe uma integração entre esses profissionais.
Vestibulando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Todas as profissões que envolvam o meio ambiente estão em expansão no Brasil. Não é uma profissão da moda, como é o Direito e a Medicina, e sim de conscientização e proteção aos bens naturais, os mais valiosos da sociedade. Muito deve ser feito pela natureza, por isso é um mercado amplo.
Graduando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Atualmente existe uma busca muito grande por esses profissionais, porque está crescendo cada vez mais o consumo de madeira no mundo inteiro. Alguns especialistas acreditam que daqui a um tempo exista o "Apagão da Madeira", pois no ritmo acelerado em que a produção está não vai dar para sustentar a demanda. Com isso a profissão encontra-se em constante expansão, tanto na área de produção da madeira como na ambiental. Hoje não existem muitos engenheiros florestais formados, porque é uma profissão relativamente nova.
Profissional - Que análise você faz da profissão no Brasil?
O leque de opções para o engenheiro florestal no mercado de trabalho é cada vez maior. Hoje a Engenharia Florestal, diferente de que muitos pesam, não envolve apenas a área de silvicultura, engloba também a área econômica e tecnológica. É uma profissão muito importante, já que concilia a exploração econômica das florestas com a sua preservação.
Vestibulando - Que dica você daria a estudantes que estão em dúvida entre Engenharia Florestal e outras áreas?
Antes de qualquer coisa é preciso conhecer bem a profissão e pensar muito antes de tomar qualquer decisão.
Graduando - Que dica você daria aos estudantes interessados em Engenharia Florestal?
Primeiramente é preciso conhecer e analisar bem o conteúdo do curso, verificando se a grande curricular é compatível com o que gosta, para depois não se decepcionar com a escolha. Ter bastante amor pela natureza também é um ponto fundamental, já que na área de conservação ela é a principal fonte de estudo. E se for possível, acompanhar o dia-a-dia de um engenheiro florestal, para conhecer realmente como funciona a profissão.
Profissional - Que dica você daria aos alunos interessados nesta profissão?
Gostar. Esse é o ponto primordial. Dentro da profissão, pode-se encontrar um leque muito grande de opções. A profissão abrange a área de tecnologia, economia e ambiental, mas para desenvolver qualquer uma dessas áreas é preciso ter afinidade e prazer.

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