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Entre projetos e construções

A demanda por engenheiro civil está relacionada ao desenvolvimento econômico do Brasil, mas há muitas oportunidades no mercado de trabalho. Descubra as várias áreas em que um graduado nessa área pode atuar.

Publicado em 11/05/2005 - 02:00

Em toda a história, muitas áreas surgiram com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento das nações. Na Engenharia Civil não aconteceu diferente. A profissão surgiu no Brasil, no período colonial, com a construção de fortificações e igrejas. Porém, somente em 1808, com a chegada da família real e a fundação da Real Academia Militar do Rio de Janeiro nasceu a primeira escola de Engenharia brasileira. Por isso, quando se fala no desenvolvimento estrutural do mundo, a Engenharia Civil é a grande estrela.

Por ser uma das profissões mais antigas, a carreira já sofreu várias modificações desde a sua fundação. Com a finalidade de especializar cada vez mais suas funções, muitas sub-áreas foram criadas. "Atualmente, o profissional pode escolher entre as áreas de transporte, mecânica dos solos, saneamento, hidráulica, construção civil, estruturas e fundações", conta o coordenador do curso de Engenharia Civil da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Carlos Frederico Alice Parchen.

Segundo levantamento feito pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), existem, atualmente, 127 cursos de Engenharia Civil no Brasil. O total de matrículas anuais é de 40.515, contrapondo-se ao número de concluintes, 5.043. Em média, os cursos no Brasil tem duração de cinco anos, com carga horária mínima de 4.080 horas, e mais 360 horas de estágio obrigatório.

O currículo mínimo da graduação é composto pelas seguintes matérias: Higiene e Segurança no Trabalho, Introdução à Engenharia Civil, Física, Cálculo, Álgebra Linear, Geologia, Topografia, Geometria, Desenho Técnico, Informática, Mecânica Estrutural, Rodovia, Eletricidade, Hidrologia, Construção. Para exercer a profissão, além do diploma, o engenheiro civil deve obter a habilitação concedida pelo CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia).

Para os interessados, Parchen explica que, independente da especialização, o campo de trabalho é vasto, mas está relacionado diretamente com a situação econômica do país. " O mundo é suportado pela Engenharia Civil. Por esse motivo, existem grandes possibilidades no mercado de trabalho. Os engenheiros civis podem trabalhar em escritórios de construção civil, indústrias, construtoras, serviço público, instituições específicas, bancos de desenvolvimento e investimento. Além disso, grandes empresas brasileiras procuram esses profissionais para exercerem atividades administrativas. Porém, como a área é o termômetro da economia, suas vagas dependem da situação econômica do país ", explica o professor.

O Coordenador relata que todos os recém-formandos que desejam atuar na área conseguem ingressar no mercado de trabalho. "Isso porque a área é muito extensa. Alguns entram como empregados, associados, parceiros, ou até mesmo como empresários". De acordo com o professor, o mercado é mais promissor nas regiões de fronteiras. "O Centro-Oeste, Norte e Nordeste, as famosas regiões de fronteiras, se destacam mais pois estão em fase de desenvolvimento. Já as grandes cidades, por possuírem grande concentração de engenheiros, são regiões onde a concorrência é maior."

A remuneração dos recém-formados, atualmente, está na faixa dos oitos salários mínimos, valor determinado pelo CREA. Mas, como em todas as áreas, o salário de um Engenheiro Civil varia de acordo com a especialização e com o tempo de carreira. "Um engenheiro pode ser júnior, sênior ou máster e para cada um desses níveis existe uma faixa salarial. Mas acredito que o futuro está aberto para o que o profissional pode produzir, não existe uma medida."

O coordenador e professor Parchen também alerta aos interessados que, para atuar na área, é necessário, primeiramente, conhecê-la. "Como em qualquer outra profissão, os bons saem na frente. Por isso, é primordial dedicar-se aos estudos e buscar um diferencial na profissão. Afinal, não faltam engenheiros civis no Brasil", finaliza.

Descubra os motivos que levaram um vestibulando, um graduando e um profissional a escolher o curso de Engenharia Civil:

Idade: 31 anos

Onde estuda: Cursinho da Poli
Andréa Mitiyo Hiari Santareli
Idade: 21 anos

Onde estuda: Mackenzie
Larissa Steganho Pinto
Idade: 32 anos

Profissão: Graduado pela Universidade São Judas Tadeu
Fernando Barreiro Fernandes Duarte
Vestibulando - Por que escolheu a profissão?
Fiz o colegial técnico voltado à construção civil e, desde então, trabalho na área de Engenharia. Por isso, visando um aperfeiçoamento profissional, decidi cursar a graduação na área de Engenharia Civil. Um bom profissional deve buscar um aprimoramento constante.
Graduando - Por que escolheu a profissão?
Enquanto cursava o segundo e o terceiro colegial, trabalhei com meu pai em uma empresa de fundações. Por isso, tive maior contato com a Engenharia Civil e acabei me apaixonando pela profissão. Mesmo trabalhando com meu pai e, sendo ele engenheiro mecânico, em nenhum momento me senti pressionada a escolher a mesma profissão, foi uma vontade que partiu de mim. Aliás, a princípio ele não concordou muito com minha escolha. Mas, atualmente, ele me apóia.
Profissional - Por que escolheu a profissão?

Fazer engenharia sempre foi um sonho de criança. Mas a escolha pela Civil foi devido a empresa da família e ao grande contato com a área desde muito cedo.

Vestibulando - O que espera do curso?
Além de aperfeiçoamento profissional, espero conhecer as possibilidades de atuação da área. Quero conseguir relacionar meus conhecimentos adquiridos em sala de aula com o meu trabalho.
Graduando - O curso corresponde às suas expectativas?
É muito melhor do que imaginava. Não sabia que existia um leque de opções dentro da Engenharia Civil. Apenas após ingressar no Ensino Superior pude perceber a grandiosidade da área.
Profissional - O curso correspondeu às suas expectativas?
O curso foi muito enriquecedor para minha vida profissional. A faculdade era muito boa, disponibilizava laboratórios e todos os equipamentos necessários para a formação de um Engenheiro. Os professores tinham muita experiência no ramo, tornando as aula mais interessantes e proveitosas. O problema maior foi não poder me dedicar cem por cento aos estudos, por causa do trabalho. Mas o curso foi fundamental para a minha carreira.
Vestibulando - Quanto espera ganhar depois de formada?
Não estou interessada no curso universitário pela expectativa salarial, e sim por uma satisfação pessoal.
Graduando - Quanto espera ganhar depois de formada?
De acordo com o mercado, um engenheiro recém formado ganha em média R$1.500 a R$1.700. Sinceramente gostaria de ganhar pelo menos R$2.000, pois sei o quanto é difícil conseguir se formar nessa carreira, porém o mercado é quem dita as regras.
Profissional - Quanto ganha?
Um Engenheiro recém formado deve ganhar por volta de R$1.500. Com experiência de alguns anos, esse valor passa para R$ 2.500. Atualmente, um engenheiro formado com experiência de sete anos ganha de R$ 3.500 a R$ 4.000.
Vestibulando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
Eu já tenho base em desenho, já trabalho a mais de 10 anos nessa área.
Graduando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
Acho Engenharia Civil é uma profissão empolgante, e até mesmo surpreendente, por isso não posso definir ao certo o que encontraria de melhor. Imagino que o trabalho em obra deva ser muito enriquecedor, pois é lá que colocamos em prática o que vemos na teoria, além do contato com os funcionários, que têm muito a oferecer.
Profissional - O que acha de melhor na profissão?
A maior vantagem da área são as amplas e diversificadas oportunidades no mercado de trabalho. Mas, o que mais me fascina na profissão é o seu dinamismo. Não existe monotonia e nem rotina, pois um dia é diferente do outro e uma obra nunca é igual a outra. Além disso, os constantes desafios fazem da Engenharia Civil algo ainda mais fascinante.
Vestibulando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
O mercado está desvalorizado. O grande número de profissionais ocasiona uma queda nos valores dos serviços, conseqüências queda da qualidade.
Graduando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Não consigo imaginar nada com relação à profissão. Acho que a falta de reconhecimento do profissional é o que mais me incomoda, mas isso não é privilégio só da carreira de Engenharia Civil.
Profissional - O que você acha de pior na profissão?
A profissão é um pouco ingrata em relação aos prazo de entregas. Os prazos são curtos, mas, ao mesmo tempo, isso torna o nosso trabalho ainda mais dinâmico.
Vestibulando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
As minhas perspectivas em relação ao mercado de trabalho são boas. A situação do mercado e da economia brasileira refletem diretamente no mercado de trabalho de Engenharia Civil, diria que a área é o termômetro da situação do país. Além de empregar muita gente, a Engenharia civil tem um mercado muito amplo.
Graduando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
É fato que a Engenharia Civil é o maior termômetro da economia de um país. É a primeira a sentir sua queda, e a primeira a se levantar com sua alta. Aqui no Brasil, devido a extensão territorial, temos um campo muito grande de trabalho, principalmente em áreas mais afastadas das grandes metrópoles. Obras como construção de barragens, estradas, portos, aeroportos, ou mesmo manutenção das mesmas, geram grande números de empregos e essas são constantes no país.
Profissional - Que análise você faz da profissão no Brasil?
A Engenharia Civil é o reflexo da economia brasileira. Ou seja, é a primeira área a sentir a sua queda e a sua alta. De certa forma isso pode ser bastante vantajoso, pois mostra que a profissão está completamente ligada ao desenvolvimento do país. Com isso, existe uma grande preocupação, por parte do governo, em investimentos na área. Além das grandes possibilidades de atuação, é uma área que encontra-se em constante crescimento.
Vestibulando - Que dica você daria a estudantes que estão em dúvida entre Engenharia Civil e outras áreas?
Independente de qualquer área é importante gostar da tendência do curso. Por isso, os interessados em Engenharia Civil devem gostar de Matemática e Física. Geralmente metade do dia de um profissional é dedicado a sua profissão. Se você não gosta do que faz, não terá um bom desempenho profissional.
Graduando - Que dica você daria aos estudantes interessados em Engenharia Civil?
A escolha dessa profissão deve ter um "quê" de paixão, sem dúvida. O curso é um tanto quanto desgastante, porém gratificante. É muito bom olhar para trás e ver onde você já chegou. Na minha opinião, a Engenharia Civil é das "exatas", a mais "humanas" das engenharias.
Profissional - Que dica você daria aos alunos interessados nesta profissão?
Gostar de estudar é um ponto primordial para quem quer cursar Engenharia Civil. É um curso que exige muito esforço e atenção do aluno. Uma outra dica é fazer estágio, porque o mercado de trabalho exige experiência. A única maneira de adquirir essa experiência é participar de um desses programas. Isso refletirá em maiores oportunidades para o ingresso na profissão.

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