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A moda está na moda

Dentro do panorama da economia brasileira, a profissão é a bola da vez 

Atualizado em 02/02/2007 - 00:01

Ocupando o segundo lugar como o setor privado que mais emprega no país, a indústria da moda brasileira ganha cada vez mais espaço no mercado nacional e internacional. Em virtude desse sucesso, a comunidade acadêmica, se é que ainda mantinha um preconceito em relação à área por sua efemeridade, passou a tratá-la com muito mais seriedade e profissionalismo.

"O Brasil possui o maior número de cursos de graduação em moda e estilismo no mundo. Ao todo, são mais de 40. Isso mostra que, embora ainda haja um preconceito da comunidade acadêmica, com certeza ele está sendo diluído, especialmente pelo papel decisivo que esta profissão exerce na economia nacional", destaca o Historiador, graduado em Desenho e Plástica pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) e especializado na área de moda pela Esmode, em Paris, João Braga.

Na visão do especialista, essa explosão do setor tem uma forte ligação com o sucesso que as modelos brasileiras estão fazendo no exterior e principalmente pela qualidade do material (tecidos, vestuário, sapatos e outros) produzido e exportado pelo Brasil, uma espécie de marco para a indústria têxtil nacional. "O mais interessante é que o Brasil sempre foi exportador de matéria-prima básica, hoje ele exporta valor agregado, ou seja, o produto confeccionado, o que traz divisas para o país e ajuda a aquecer a economia", declara.

Confira abaixo os motivos que levaram um vestibulando, um graduando e um profissional a escolher o curso de moda e estilismo:

Idade: 17 anos Laís Costa Bonamin
Idade: 23 anos

Onde estuda: UCS (Universidade de Caxias do Sul)
Vivian Boff
Idade: 31 anos

Profissão: Gerente de produtos, graduada em Moda pela Universidade Anhembi-Morumbi
Silmara Deusa Serafim
Vestibulando - Por que escolheu a profissão?
A princípio eu estava em dúvida entre cursar moda ou design de interiores. Escolhi moda porque é uma profissão que mexe com tecido, criação, uma área que eu gosto muito. Além disso, a profissão tende a crescer muito.
Graduando - Por que escolheu a profissão?
Sempre tive adoração pelo ramo da moda mas foi por intermédio do meu namorado, que trabalha no ramo de malharias, que passei a ter um contato maior com o trabalho de estilistas e adquiri gosto pela profissão.
Profissional - Por que escolheu a profissão?
Na época de escolher o que fazer no vestibular, minha mãe costurava e eu gostava muito de mexer com tecidos e estamparias. Era uma coisa que realmente me atraía.
Vestibulando - O que espera do curso?
Acredito que o curso me dará a oportunidade de aperfeiçoamento na área. Pretendo direcionar minha carreira mais para negócios, especificamente Produção de moda. Embora seja uma área segmentada, acho que um bom profissional de moda precisa saber de tudo um pouco. Nesse caso, a faculdade poderá contribuir muito.
Graduando - O curso corresponde às suas expectativas?
Entrei na universidade para fazer Ciências Biológicas e quando migrei para Moda fiquei com medo de me decepcionar, mas felizmente o curso correspondeu e ainda corresponde a todas as minhas expectativas. Posso dizer que adoro o que faço.
Profissional - O curso correspondeu às suas expectativas?
Correspondeu sim. Me formei na segunda turma de moda da faculdade e, na época, ela não estava ainda tão bem estruturada como hoje, principalmente em relação a algumas disciplinas que poderiam ser abolidas ou ter um período menor de duração.
Vestibulando - Quanto espera ganhar depois de formada?
Inicialmente acho que R$1.000,00. À medida que for adquirindo maior experiência, o salário tende a subir. Outro fator relevante é que o Produtor de moda trabalha diretamente com o estilista por isso, dependendo do caso, você pode ganhar mais ou menos que este valor que eu citei.
Graduando - Quanto espera ganhar depois de formada?
Estou bem por fora do mercado, mas eu diria que em modelagem o salário gira em torno de R$1.200,00 a R$2.000,00 porque é uma área bem carente de profissionais, já que a grande maioria pende para o lado da criação.
Profissional - Quanto ganha?
Acho que minha remuneração atual, R$5.000,00, condiz com minha experiência na área e também com o tempo que tenho de carreira.
Vestibulando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
O fato de poder unir o útil ao agradável. Essa questão de poder fazer o que gosto em uma profissão que está crescendo cada vez mais, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, me encanta bastante. Realmente é um mercado muito positivo.
Graduando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
Acho que a coisa mais gratificante é ver a peça pronta e a aceitação do público.
Profissional - O que acha de melhor na profissão?
Sem dúvida a agilidade que as coisas acontecem. Você nunca está presa a uma rotina porque as coleções mudam de seis em seis meses. Você tem que estar sempre atualizada com o que acontece em relação à moda e ao mundo, justamente porque tudo influencia na minha profissão.
Vestibulando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Acredito que a questão da concorrência, principalmente em relação aos estilistas. Nessa área há muito desrespeito entre os profissionais, as pessoas passam por cima umas das outras sem grandes problemas. Enfim, acredito que é uma área onde não há muita amizade.
Graduando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Criar uma coleção que não seja bem aceita no mercado e que, conseqüentemente, gere um prejuízo. Mas acho que esse medo é comum para todos os profissionais da área.
Profissional - O que você acha de pior na profissão?
Como as coisas acontecem muito rápido e mudam muito rápido, a impressão que temos é de que estamos sempre atrasados e que precisamos correr sempre para fazer com que as coisas aconteçam.
Vestibulando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Neste momento eu acho que a profissão ainda não é muito valorizada. As pessoas, de forma geral, entendem pouco sobre moda e acabam pensando que o campo de atuação e as possibilidades de crescimento na área são restritas, o que na verdade é um grande equívoco. Além disso, existe um preconceito muito grande com a área por parte de familiares dos estudantes do curso. Meu pai é um exemplo disso. Delegado, ele queria mesmo que eu me formasse em direito (risos).
Graduando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
O Brasil está despontando muito bem no mercado mundial. A Europa já vem há muitos anos lançando moda, mas ultimamente as atenções estão se centrando aqui. O mundo está percebendo que nosso país tem potencial, sem falar que o setor têxtil é o que mais emprega atualmente, perdendo apenas para a indústria metal mecânica. Acredito que o Brasil tem grande potencial para ser a capital da moda daqui a dez ou quinze anos.
Profissional - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Como disse anteriormente, acho que é uma profissão muito favorável. O profissional da área tem mercado para trabalhar, dificilmente irá encontrar grandes dificuldades para arrumar emprego como em outras áreas que estão em crise. Além disso, a filosofia de quem trabalha no setor tem mudado muito. Antigamente a moda vinha de um contexto "familiar", geralmente um casal confeccionava e comercializava as peças. Atualmente, a presença de um profissional especializado na área de criação tem sido cada vez mais valorizada.
Vestibulando - Que dica você daria a estudantes que estão em dúvida entre Moda e outras áreas?
Acho importante visitar as faculdades, conhecer a grade curricular para ter certeza de sua escolha. Eu conversei com todos os coordenadores de curso das faculdades de moda de São Paulo. Além disso, visitei a USP para conhecer o curso de arquitetura que era outra área de meu interesse. Quando vi a grade curricular, porém, descobri que não era aquilo que eu queria, já que sempre fui péssima em exatas. (risos).
Graduando - Que dica você daria aos estudantes interessados em Moda?
A primeira coisa é não se iludir só com o glamour da moda. Muitas vezes o estudante faz o curso pensando no charme da passarela e se esquece que gerar uma coleção implica em uma série de outras etapas, desde a criação e confecção, até a comercialização das peças.
Profissional - Que dica você daria aos alunos interessados nesta profissão?
Em primeiro lugar verificar as opções de faculdade que existem hoje. Em seguida, seria positivo conversar com profissionais para sentir como é o mercado e qual área pode ter mais em comum com suas aptidões. Por último, acho que os interessados em fazer moda devem acreditar que esta é uma área que vale a pena investir, especialmente porque o mercado está super favorável para o Brasil.

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