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Investigadores de dados

Estatísticos podem trabalhar com todas as áreas do mercado

Publicado em 22/11/2006 - 00:01

Eles são da área de Exatas, lidam com números, fórmulas e cálculos, mas nem por isso podem deixar de lado os conhecimentos de Humanas ou Biológicas. Todas as áreas precisam do profissional da Estatística na hora de avaliar dados, definir metodologias e fazer pesquisas com fins comerciais ou sociais, sejam em organizações públicas ou privadas.

"Profissionais de outras áreas procuram o estatístico com um determinado objetivo, para uma pesquisa, por exemplo. E o nosso trabalho é estruturar as informações em um planejamento e buscar um resultado válido, com erros controlados", explica a chefe do departamento de Estatística da UnB (Universidade de Brasília), Claudete Ruas. Ela afirma que na região do Distrito Federal, as vagas no mercado são destinadas principalmente para órgãos públicos, como os Ministério da Saúde, da Educação e do Trabalho. Já em outras áreas, como São Paulo, há mais espaço em indústrias, bancos, consultorias e até mesmo em grandes hospitais.

Nos últimos anos, o estatístico vem sendo cada vez mais procurado pelo mercado, em função do avanço tecnológico e da alta velocidade de produção de informações e dados. E na visão de Claudete, a expansão deve continuar pelo menos até a próxima década. "Toda a parte de tratamento e mineração de dados está explodindo em termos de demanda e isso ainda tem muito fôlego para ser desenvolvido, no Brasil e no mundo", garante.

O salário de um estatístico pode variar muito, dependendo de onde ele trabalha. Em concursos públicos, um recém-formado, por exemplo, pode ganhar em torno de R$ 4.000. Já em empresas privadas o valor inicial é cerca de R$ 1.500, podendo atingir até R$ 8.000. Há ainda opções em consultorias, com planejamentos feitos por contrato - neste caso, o salário varia de acordo com cada contrato.

Apesar do crescimento do mercado para os estatísticos, ainda falta muita informação sobre as atividades realizadas pelos profissionais da área, o que pode ser percebido até mesmo na baixa demanda do vestibular para Estatística, segundo a chefe do departamento da UnB. Além disso, afirma, "muita gente conhece mal e não gosta da área, porque fez um curso ruim, sem entender o básico e sem saber como utilizar a Estatística. Isso vai refletir no momento em que esse profissional está no mercado".

E para quem quer seguir carreira na área, vale a dica de Claudete: buscar uma formação mais lógica e ter muito cuidado na questão investigativa, para se diferenciar do matemático. Além, é claro, de sempre buscar atualização nos conhecimentos gerais, já que a interação com outras áreas é fundamental para o trabalho do estatístico.

Confira abaixo os motivos que levaram um vestibulando, um graduando e um profissional a escolher o curso de Estatística:

Idade: 18 anos

Onde estuda: Cursinho da Poli
Felipe Lunarde Bhering
Idade: 21 anos

Onde estuda: Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)
Eduardo Issamu Yanachi Yoshida
Idade: 44 anos

Profissão: analista do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) há 27 anos
Aparecido Soares da Cunha
Vestibulando - Por que escolheu a profissão?
Porque é uma área relacionada com matemática, física. É como se fosse matemática aplicada a algo efetivamente. Se bem que tem muita matemática em Estatística. Conversei com muitos profissionais estatísticos e acabei me interessando.
Graduando - Por que escolheu a profissão?
Na verdade, Estatística foi minha segunda opção no vestibular. Eu estava atrás de um curso de Exatas, tentei saber um pouco mais sobre área e acabei gostando. Foi um pouco na sorte.
Profissional - Por que escolheu a profissão?
Quando era garoto, eu me dava muito bem com os números e gostava muito da área de Exatas. Por isso, preferi escolher uma profissão ligada a Ciências Exatas, no caso Ciências Estatísticas. Vislumbrava que estudando Estatística eu poderia trabalhar em diversas áreas de uma empresa. Achei muito melhor a escolha de um profissão que me desse alternativas do que matemática, por exemplo, porque imaginava que a única opção de um matemático era ser professor, o que eu não desejava para mim. Gostava muito de probabilidades, teorias de jogos e combinações, era algo que me fascinava e me atraia muito.
Vestibulando - O que espera do curso?
Pelo que já li, vai ser um curso muito difícil. Mas acho que estou preparado para enfrentar o que vem por ai, estudando muito e me dedicando.
Graduando - O curso corresponde às suas expectativas?
Tirando a dificuldade que é para se formar e passar em todas as matérias, o curso está sendo bem legal. Eu esperava que fosse um curso difícil, mas está sendo mais do que eu pensava. E o único jeito de superar é estudando, conversando com os professores e tentar fazer o máximo para passar.
Profissional - O curso correspondeu às suas expectativas?
Correspondeu, porque me deu as ferramentas e o conhecimento que eu precisava para iniciar o trabalho profissionalmente.
Vestibulando - Quanto espera ganhar depois de formado?
Penso em um salário em torno de R$ 1.000 ou R$ 1.500, no começo da carreira. Mas ainda não pesquisei sobre isso porque não é meu maior interesse no momento. Estou interessado em fazer um trabalho que eu goste, sendo os resultados financeiros bons ou ruins.
Graduando - Quanto espera ganhar depois de formado?
Não tenho muita expectativa, mas espero ganhar bem, o suficiente para ter algum conforto. Depois de me tornar um estatístico pleno, acho que vou ganhar por volta de R$ 5.000.
Profissional - Quanto ganha?
O salário varia de empresa para empresa e do nível em que a pessoa se encontra. Ele pode variar entre R$ 2.500 para um iniciante e até R$ 8.000 para um profissional mais qualificado.
Vestibulando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
Ainda não sei com que setor da Estatística vou querer atuar porque é uma profissão muito ampla. E esse é exatamente o grande ponto positivo, já que propicia muitas oportunidades para quem trabalha na área.
Graduando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
O melhor vai ser poder lidar com dados de uma forma que outras pessoas não sabem e tomar decisões baseado nos dados que temos, não apenas no "achômetro". E também ser tratado como o profissional que vai resolver os problemas.
Profissional - O que acha de melhor na profissão?
A profissão dá a oportunidade de trabalhar com diversas áreas da Ciência. É possível desenvolver trabalhos na área de pesquisa mercadológica, bioestatística, química, física, marketing, administração, financeira. Tem muitas áreas e isso é o que fascina, porque o profissional nunca vai fazer a mesma coisa todos os dias e em todos os projetos, cada um traz uma novidade e obriga a ter conhecimento multidisciplinar, não adianta ser apenas estatístico, tem que ter conhecimentos paralelos.
Vestibulando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Por enquanto eu não vejo nada de negativo na Estatística. Mesmo porque é uma das áreas com maior empregabilidade atualmente. Apesar da maioria da população não saber o que é a profissão, não acredito que isso nos prejudique, porque o mercado não é afetado pelo pouco reconhecimento do profissional.
Graduando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Não acredito que a profissão tenha algum ponto negativo. Para mim, o pior que pode acontecer é que posso tomar uma decisão errada por algum erro de cálculo ou o uso de algum conceito errado.
Profissional - O que você acha de pior na profissão?
Como eu sou um apaixonado pela profissão, dificilmente encontro o que há de pior. Com sinceridade, não tenho algo que eu considere de pior na profissão. Todas as áreas têm dificuldades, é natural. Mas quando a gente escolhe uma profissão, a gente gosta e encara todos os obstáculos como naturais e temos que superá-los para crescer cada vez mais. Eu posso dizer que uma das dificuldades da Estatística é que há poucas alternativas de expansão, porque ela é muito usada por pessoas que não são da área, e sim pessoas que acham que conhecem, pessoas de outras áreas sem conhecimento de formação.
Vestibulando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Estatística é relativamente nova comparada a profissões mais tradicionais, como Medicina, Direito e Engenharia. No Brasil, a profissão deve ter surgido há uns 30 anos e ainda existem poucos estatísticos formado. Mas o que vem acontecendo é o crescimento da área e parece que a tendência é que essa expansão continue.
Graduando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
É uma profissão que está crescendo e tendo um reconhecimento muito grande, principalmente das grandes empresas. Porém, o estatístico ainda é um profissional de luxo no mercado, nem todas as empresas trabalham com ele. Mas esse quadro está mudando e a tendência é melhorar.
Profissional - Que análise você faz da profissão no Brasil?
É uma profissão que cresceu, tomou vulto e precisa ser mais valorizada e mais difundida. Há necessidade dos conselhos desenvolverem uma política de difusão, para explicar o que o estatístico faz, quais os benefícios que o trabalho estatístico traz para as empresas, para as instituições financeiras quando fazem avaliações de mercado, em projeções econômicas, em investimentos baseados em pressupostos estatísticos, em análises de mercado. Tudo isso é o estatístico que pode ajudar e faz, então precisa ser mais valorizado e mais difundido.
Vestibulando - Que dica você daria a estudantes que estão em dúvida entre Estatística e outras áreas?
Revistas de profissões têm poucas informações sobre as áreas e não ajudam a escolher uma profissão. Então, o melhor é procurar um profissional da área ou ler mais a fundo sobre a profissão, procurar saber as matérias de cada curso e o que exatamente você vai aprender, para saber se realmente gosta do que vai fazer no futuro.
Graduando - Que dica você daria aos estudantes interessados em Estatística?
Primeiro, tem que saber de fato o que é Estatística, o que é essa ciência que trata com os dados. Tem que ter certeza, porque para entrar na faculdade é fácil, o problema é sair formado. Muita gente desiste por não conseguir passar nas matérias, então a minha dica é que o estudante realmente se informe sobre a profissão para depois tentar fazer o curso.
Profissional - Que dica você daria aos alunos interessados nesta profissão?
Procurem aproveitar o máximo possível do tempo disponível na escola para explorar os professores, que são gabaritados e têm conhecimento. E que procurem as empresas que ofereçam estágios na área e tentem um trabalho, mesmo que não seja especificamente no cargo estatístico, mas que procure entrar em uma empresa vislumbrando a possibilidade de se envolver com esses aspectos. Dentro da graduação, há oportunidades de conhecer várias disciplinas e mercados. Ao mesmo tempo que estiver estudando, é importante se empregar e desenvolver a parte prática.

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