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Fisioterapia: oferecendo qualidade de vida

Profissão exige cada vez mais que o profissional seja especializado

Publicado em 31/10/2006 - 00:01

Uma carreira que exige muita dedicação e constante atualização desde o primeiro dia de aula até toda a vida profissional. Assim tem que ser encarada a profissão de fisioterapeuta, na qual é preciso se dedicar às pessoas e saber tratá-las com caráter humano, buscando intervir positivamente nas dificuldades e limitações físicas de cada paciente.

O coordenador do curso de Fisioterapia da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), Alexandre Cavallieri Gomes, esclarece a importância do fisioterapeuta na reabilitação da parte física dos pacientes. "É um profissional que traz de volta a pessoa para o dia a dia, mesmo que ela tenha limitações permanentes. É muito importante fazer um treinamento para que ela possa recuperar as capacidades físicas ou mesmo para prevenir a instalação de patologias".

Segundo ele, os fisioterapeutas encontram espaço para trabalhar em clubes, academias, clínicas, hospitais, postos de saúde, equipes esportivas e empresas privadas. E a Fisioterapia não se resume a exercícios ortopédicos ou massagens, como muitas pessoas pensam. O trabalho começa com a prevenção de problemas, passa pela avaliação dos pacientes, programação de tratamento adequado para cada caso e, é claro, a execução desse tratamento. 

O fisioterapeuta-chefe do Hospital Nossa Senhora de Lourdes (SP), George Jerre Vieira Sarmento, afirma que a especialização em uma determinada área é muito importante para o sucesso do profissional. "Nos últimos cinco anos, o mercado está exigindo que o fisioterapeuta seja especialista e isso requer que ele faça cursos de pós-graduação, práticos e teóricos, para se tornar habilitado nas diversas novas áreas que surgem", explica.

Essa exigência ocorre porque o mercado, principalmente na região Sudeste, não tem condições de absorver todos os fisioterapeutas que se formam por ano, especialmente na área ortopédica, já saturada. Nas outras regiões do Brasil, a demanda é maior e há opções também no exterior. Segundo Sarmento, o fisioterapeuta brasileiro é muito bem visto e recebido nos Estados Unidos, um país carente na área. Por ter vários campos de atuação, o salário também varia muito. Um recém-formado pode ganhar de R$ 800 a R$ 3.000, dependendo da área e da região na qual ele vai trabalhar.

A falta de reconhecimento do trabalho realizado pelo fisioterapeuta é, para Gomes, um ponto negativo. Ele diz que em um país com um déficit de cultura e educação tão grande é natural que as pessoas não saibam realmente o que é Fisioterapia. Mas o maior problema é dentro da área médica. "Somos profissionais de uma área independente, assim como a Medicina. Ninguém precisa mandar encaminhamento para o convênio para falar que o paciente precisa de médico. Mas se uma pessoa quiser ir fazer fisioterapia diretamente ela não pode, tem que ter a prescrição", lamenta.

A tendência é que esse quadro melhore nos próximos anos. Os dois profissionais afirmam que, em dez ou 15 anos, a profissão estará estabilizada, com as áreas de atuação bem definidas e a autonomia necessária. Gomes ainda acredita que a ajuda do governo (municipal, estadual e federal) é fundamental para a abertura de vagas e o atendimento adequado da população. E finaliza, explicando que atualmente "a iniciativa privada é que faz a Fisioterapia existir. O governo deve e precisa abrir vagas, principalmente para a área de atenção a crianças". 

Clique aqui para ver mais detalhes sobre o curso de fisioterapia no Guia de Profissões do Universia.

Confira abaixo os motivos que levaram um vestibulando, um graduando e um profissional a escolher o curso de Fisioterapia:

Idade: 16 anos

Onde estuda: Cursinho da Poli
Cristiane Gomes Barbosa
Idade: 22 anos

Onde estuda: PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica de Campinas)
Renata Stefânia Olah de Souza
Idade: 41 anos

Profissão: fisioterapeuta do Hospital Albert Einstein há 19 anos
Leny Vieira Cavalheiro
Vestibulando - Por que escolheu a profissão?
Porque eu gosto muito de crianças, idosos e de cuidar das pessoas. Conheci a área quando tive que fazer fisioterapia e acabei me interessando e gostando da profissão.
Graduando - Por que escolheu a profissão?
A escolha foi um pouco engraçada. Eu operei um cisto sinovial no punho esquerdo quando tinha 12 anos e necessitei de Fisioterapia. Vendo as fisioterapeutas me tratando, acabei achando bem bacana. Mas sempre minha primeira opção foi Medicina, principalmente a área de Ginecologia e Obstetrícia. Prestei Medicina só na UnB (Universidade de Brasília) e USF (Universidade São Francisco), e Fisioterapia na UEL (Universidade Estadual de Londrina) e PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica). Acabei ficando nesta última.
Profissional - Por que escolheu a profissão?
Escolhi especialmente porque é uma profissão que traz muita gratificação, na qual posso ajudar muitas pessoas. É muito gratificante trabalhar com pessoas que tem algum tipo de deficiência ou algum problema reversível ou parcialmente reversível e poder ajudar a melhorar a qualidade de vida delas.
Vestibulando - O que espera do curso?
Sei que vou encontrar muita dificuldade, porque é um mundo que eu não conheço e vou ter que aprender a lidar com a vida das pessoas. Já pesquisei algumas universidades na Internet e estou procurando por uma que seja reconhecida pelo MEC e a mais barata que eu possa pagar. Não acho que vai ser um curso muito puxado, pois já conversei com universitários e eles me disseram que é possível acompanhar.
Graduando - O curso corresponde às suas expectativas?
Sinceramente acho que poderia ser melhor. A Fisioterapia da PUC-Campinas conta com uma infra-estrutura muito boa e docentes capacitados, mas ainda acho que a teoria deveria ser mais aprofundada, mesmo sendo um curso generalista. Também acho que os alunos poderiam escolher as áreas que mais gostam de atuar apara estagiar no último ano. Atender todas as áreas é importante. Como disse, temos que saber um pouco de tudo, mas acho que o último ano poderia ser voltado para as habilidades e gosto pessoal de cada aluno. Resumindo, acho que a Fisioterapia é um curso muito bom, que exige estudo, dedicação, prática e vontade.
Profissional - O curso correspondeu às suas expectativas?
Sim. Na época que fiz a universidade era em período integral, tinha um currículo suficiente para formar um profissional adequadamente. Daquele tempo para hoje, diminui a carga horária, mas a quantidade de informações que os alunos recebem é bem maior do que na minha época, por conta da evolução da profissão, da evolução, da tecnologia e da forma de ensino. Hoje, os alunos têm mais acesso à informação do que tinha no meu curso.
Vestibulando - Quanto espera ganhar depois de formado?
Ainda não pesquisei sobre faixa salarial na área e não faço a menor idéia de quanto vou ganhar depois de formada na universidade.
Graduando - Quanto espera ganhar depois de formado?
No início teria que ganhar o suficiente para me sustentar, bancar minhas contas e deixar de dar prejuízo para meus pais (risos). Penso em ganhar algo em torno de R$ 1.200, inicialmente. É mais ou menos este o piso salarial de um fisioterapeuta contratado pela Prefeitura. 
Profissional - Quanto ganha?
Já estou na profissão há muito tempo, tenho um cargo de liderança, então o salário é diferenciado. A faixa salarial é diferente para os profissionais que vão para clínicas, centros de reabilitação ou hospitais, mas o piso é em torno de R$ 1.300 para trinta horas semanais. Um fisioterapeuta do meu nível ganha, em média, R$ 3.500.
Vestibulando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
O fato de mexer com pessoas, ajudar alguém a se recuperar é muito gratificante, faz com que me sinta melhor. Parece que fazemos algo de bom para o mundo, ainda que ele não faça nada de bom pra gente.
Graduando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
Se eu conseguir me especializar na área que gosto (Ginecologia e Obstetrícia), já vou me sentir realizada. Poder ajudar as pessoas, amenizar as aflições do corpo, participar ativamente de todo processo de reabilitação, observar a evolução e ver a melhora do paciente é gratificante. E essa gratificação é muito maior quando você está na área que mais se identifica.
Profissional - O que acha de melhor na profissão?
É uma profissão que está crescendo bastante nos últimos anos e está conseguindo comprovar as suas técnicas e métodos de trabalho. Estamos em uma fase ascensão da profissão que é muito interessante, pois estamos formando a história da fisioterapia do ponto de vista de evidência científica. Há uma gama de opções enorme, se assemelha como se fosse uma profissão médica e existem várias áreas de atuação, formas de vínculos trabalhistas e uma opção de tratamento bastante variada. 
Vestibulando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
Acredito que o pior seja a dificuldade para encontrar emprego. O mercado é muito restrito e tem que ter influência, alguém que você conheça para te colocar no mercado qualificado.
Graduando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
A parte ruim da Fisioterapia ainda é um certo preconceito e falta de divulgação do que é a profissão. O que fazemos, qual é a nossa importância, onde podemos atuar, quando nos procurar... são questões que muitas pessoas, inclusive profissionais da área da Saúde, ainda não sabem responder. Em parte é culpa da própria classe, que também não se preocupa em divulgar o que faz, não publica estudos e muitas vezes nem se atualiza. 
Profissional - O que você acha de pior na profissão?
O reconhecimento do ponto de vista salarial e, como qual outra profissão que não seja o médico, o reconhecimento entre as categorias profissionais, principalmente fora de São Paulo. Fora dos grandes centros de saúde essa interação interdisciplinar ainda é ruim. E isso acontece por causa de uma questão cultural, de formação da escola de todos nós, dos profissionais de fisioterapia, enfermagem, médicos que não conhecem a integração entre as áreas, os limites entre as carreiras ainda estão pouco delimitados. Tudo isso dificulta um pouco o relacionamento entre as equipes.
Vestibulando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
Não acho que a profissão seja reconhecida, porque talvez falte esforço para os profissionais serem reconhecidos. Ninguém se esforça para ajudar a melhorar o País. Falta esforço por parte dos próprios fisioterapeutas, depende muito da pessoa gostar ou não da profissão.
Graduando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
A Fisioterapia é muito abrangente e tem campo para todos, basta olhar em sua volta, analisar as oportunidades, verificar o que a comunidade está necessitando e partir para o trabalho. O problema é que a maioria dos recém-formados quer as mesmas áreas, as tradicionais: Neurologia, Ortopedia e Hospitalar. E o pior, todos querem ficar nos pólos: as capitais e cidades grandes. Para se ter uma idéia, 50% de todos os Fisioterapeutas do Estado de São Paulo estão na região da Capital e 15% estão aqui na região de Campinas. Tem muita coisa que pode ser feita pelo fisioterapeuta, em muitos lugares, e ele nem sabe. Talvez isso dificulte a profissão crescer mais, ser mais divulgada, ser mais forte.
Profissional - Que análise você faz da profissão no Brasil?
O mais importante é que temos diferentes níveis de autonomia nos estados e o número de profissionais ainda é muito diferente entre um local e outro. O acesso a formação e a informação ainda é muito desnivelado entre os estados e isso é muito ruim. Um fisioterapeuta da região Sudeste tem muitas outras oportunidades de informação e de trabalho, diferente do que está no Norte ou Nordeste. 
Vestibulando - Que dica você daria a estudantes que estão em dúvida entre Fisioterapia e outras áreas?
Devem pesquisar e fazer o que realmente gostam. Pesquisar sobre salário, condições de trabalho. E também não adianta fazer alguma coisa que não gosta ou vai acabar não fazendo direito. 
Graduando - Que dica você daria aos estudantes interessados em Fisioterapia?
A primeira coisa que eu diria é para se perguntar se você sabe realmente o que é Fisioterapia. Busque profissionais, pergunte, veja opiniões, leia trabalhos. Estude de tudo um pouco, todos os dias, faça cursos, se atualize desde cedo. Não espere os últimos anos para isso. Se "infiltre" em ligas, grupos de estudos, vá atrás de iniciação científica, monitoria, explore mesmo a universidade. Extraia dela tudo que for permitido. Pode parecer coisa de "nerd", mas no fim, todo esse esforço será recompensado, pois o currículo estará lotado de itens bons!
Profissional - Que dica você daria aos alunos interessados nesta profissão?
Acredito que é preciso ter uma formação mais generalista, ou seja, tem que ser bom em uma determinada área, mas com uma visão mais abrangente. E também é preciso focar em custo benefício, áreas administrativas e gestão, porque é um ponto falho da formação que o profissional precisa correr atrás.

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