Mobilidade
Relação Universidade-Empresa
Formação
Notícias
Quem somos
Alianças

Publicidade

Publicidade

Rede Universia

Universia.br

Brasil :: Página inicial >

Sábado :: 10 / 11 / 2007

SERVIÇOS ::

Gestor   Ponto de Vista    

Parcerias globais em sistema tripartite

Dirigente fala do papel da sociedade na construção de um mundo melhor

Publicado em 02/10/2006 - 17:00

Por Luciane Miranda de Paula*

Como Chanceler Acadêmica da CNU-Brasil- Conversando com as Nações Unidas, entidade criada para divulgar os princípios e propósitos das Nações Unidas, participei no início de setembro da 59ª Conferência Anual DPI/NGO, realizada em Nova York. O evento é promovido pelo Departamento de Informação Pública da ONU (DPI) e reuniu mais de 2.500 representantes de ONGs de 90 países, além de membros da sociedade civil e diretores da ONUU em Nova York (EUA).

O tema da 59ª Conferência foi "Trabalho Inacabado: Parcerias Efetivas para a Segurança Humana e o Desenvolvimento Sustentável ". Discutiu-se, principalmente, caminhos de aproximação e fortalecimento para a colaboração entre organismos internacionais e organizações locais.

Cada vez mais governos, organizações não-governamentais, corporações e outros atores da sociedade civil estão dando forma a parcerias globais focadas no desenvolvimento sustentável. Para que estas uniões sejam eficazes em relação aos ideais contidos na Carta das Nações Unidas, os parceiros devem exercitar compromissos de auto-sustentabilidade, responsabilidade e transparência, que fazem parte da boa governança, não esquecendo que o caráter global deste processo só terá êxito se as necessidades especiais dos países em desenvolvimento forem assinaladas, adotadas e atendidas pelos diversos setores líderes dos países desenvolvidos.

O desenvolvimento sustentável pode estar imbuído de outras lógicas, que não somente a da visão linear ou relativista. Devemos criar uma visão universal que contemple um maior acesso e uso do conhecimento, da riqueza e da segurança. Há a segurança de Estado, a segurança nacional e a segurança humana, que é o enfoque da comunidade internacional. A segurança necessita de um novo modelo, e ela deve dar elementos para que cada indivíduo possa escolher seus próprios métodos. Sob este ponto de vista, o indivíduo identifica sua liberdade. A segurança humana é fundamentalmente importante para o desenvolvimento sustentável. Nas palavras do secretário-geral da ONU, Kofi Annan: "O desenvolvimento não existirá sem segurança. A segurança não existirá sem desenvolvimento. E ambos não existirão sem os Direitos Humanos".

Segurança sustentável significa agir de uma maneira integrada e não fragmentada. Os organismos não-governamentais terão um papel cada vez mais importante para, aliados formalmente à ONU, mobilizarem energias para este objetivo: de fazer as jovens gerações conceberem um mundo melhor através de um maior entendimento dos Direitos Humanos.

Os jovens deverão ser os nossos grandes aliados neste movimento de transformação do mundo. A sua criatividade deve ser preservada, e para isso, a "harmonia das diferenças" deve ser um foco a ser tratado. O que vemos comumente no mundo atual é o "trator" de extremismos capturando a criatividade dos jovens.

Por meio da ciência e da tecnologia da comunicação, a educação passa por uma revolução nunca anteriormente vista. A tecnologia da informação traz para a educação possibilidades de criação de redes de conhecimento, interatividade, meios e recursos de integração de populações carentes e distantes. E isto significa mudança de comportamento.

A consciência e a ética na utilização destas técnicas, portanto, fará a diferença na mudança de comportamento para sociedades mais conscientes. Precisamos ensinar a aprender, aprendendo também a aprender. Se este debate também passa pelo debate político, pelas políticas públicas, não precisamos ser concorrentes, mas parceiros. Precisamos de um network que realmente funcione em sistema tripartite: Estado, sociedade civil e sociedade em geral. A cooperação tripartite significa que o governo deve aplicar as leis, a sociedade civil é responsável por controlar o governo e o setor privado de repassar a riqueza acumulada à sociedade responsável.

Há que se ter um fluxo de informações entre diferentes setores da economia. A sociedade em rede é possível com parcerias e colaborações em nível mundial. Esta é uma mudança de mentalidade. Se pudermos fazer esta ligação estaremos colaborando através de meios tangíveis e concretos e desempenhando um papel fundamental à ONU. A segurança humana: este é um trabalho inacabado. Infinished Business.

* Luciane Miranda de Paula é Chanceler Acadêmica do CNU-BRASIL Conversando com as Nações Unidas e Vice-Reitora Acadêmica da Universidade São Marcos

Encontre Notícias de seu interesse


Publicidade

.                                                                                                                                                         &nbs p;