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Desenvolvimento no campo

Engenharia Agrícola aposta na tecnologia pra garantir sustentabilidade

Publicado em 18/09/2006 - 00:01

Você já parou pra pensar como é o processo pelo qual o arroz e feijão passam até chegar na sua mesa? Desde a preparação do solo, a irrigação necessária para cada tipo de grão, o preparo das máquinas de plantio ou colheita, a logística do armazenamento e distribuição, o cuidado com a terra e o meio ambiente para promover o desenvolvimento sustentável... Você pode nunca ter pensado nisso, mas existe um profissional que planeja tudo para que as etapas sejam bem sucedidas: o engenheiro agrícola.

Como já deu para perceber, o profissional da Engenharia Agrícola precisa ser bastante versátil e capacitado para operacionalizar o campo. Ele é responsável por todas as atividades que envolvem partes estratégicas, de projetos, de racionalização e sustentabilidade da atividade produtiva rural e agroindustrial. Para o coordenador do curso de Engenharia Agrícola da UFF (Universidade Federal Fluminense), Ednilton Tavares de Andrade, "o engenheiro também é responsável pelo desenvolvimento do campo, porque lida com as mais diversas e novas tecnologias, que são revertidas em retorno financeiro para os agricultores".

A concorrência para entrar na universidade não é muito grande. O mais difícil, segundo Andrade, é se manter no curso, que exige do aluno muita preparação. No início, as aulas são muito voltadas para os cálculos, comuns a qualquer engenheiro. Na faculdade, o estudante vai aprender todas as áreas da Engenharia Agrícola e poder se especializar em uma delas:

  • engenharia de água e solo;
  • engenharia de máquinas e mecanização agrícola;
  • engenharia de processamento e armazenamento de produtos agrícolas;
  • engenharia de processos construtivos e ambiência rural;
  • engenharia de planejamento para energização alternativa e eletrificação rural.

    Por conta desse grande número de opções, o profissional pode encontrar boas chances no mercado de trabalho, apesar do momento de crise pelo qual a área de Ciências Agrárias está vivenciando no Brasil. O gerente de marketing da BASF, Antonio César Azenha, afirma que esse momento delicado é causado pelos problemas de preços, principalmente no setor de cereais. "Com isso, há uma rentabilidade menor e, naturalmente, ocorre o desaquecimento do mercado, redução de área de plantio e de níveis de investimento. Isso acaba diminuindo o acesso ao mercado", afirma.

    Mas esse quadro deve começar a mudar a partir 2007. "Hoje, o Brasil é um dos países que apresenta maior oportunidade e possibilidade de crescimento no seguimento agrícola, em função da demanda mundial por alimentos e pela disponibilidade de área e capacitação técnica que o país hoje atingiu", confia Azenha.

    Apesar da necessidade de profissionais em todo o Brasil, a região Centro-Oeste é uma das mais carentes no setor. No Cerrado, por exemplo, "há um prejuízo causado pela perda de produtos por falta de técnicas e conhecimento de como fazer um procedimento simples no campo. Com o dinheiro perdido em único fator, seria possível pagar o salário de um engenheiro durante um ano inteiro", explica o coordenador do curso da UFF. Por isso é tão importante investir no reconhecimento do profissional.

    Os profissionais com alto nível de especialização, que falem outros idiomas ou tenham cursos de pós-graduação encontram muito mais facilidade para ingressar no mercado e receber uma remuneração de acordo com suas habilidades - atualmente, o salário médio inicial gira em torno dos R$ 2.900,00. E, por ter oportunidades de trabalhar na área de pesquisa, comercial (em órgãos públicos ou privados) e acadêmica, ele precisa ser muito flexível para se adaptar as mais diversas funções.

    Confira abaixo os motivos que levaram um vestibulando, um graduando e um profissional a escolher o curso de Engenharia Agrícola:

    Idade: 19 anos

    Flávia Rodrigues Montalto dos Santos
    Idade: 22 anos

    Onde estuda: UFPel (Universidade Federal de Pelotas)
    Rodrigo Neumann Redu
    Idade: 28 anos

    Profissão: Engº Agrícola - Minerações Brasileiras Reunidas SA
    Ricardo Petrillo Sampaio
    Vestibulando - Por que escolheu a profissão?
    Descobri a profissão pela Internet, pesquisando em alguns sites e acabei me interessando. Escolhi porque sempre me identifiquei muito com a área rural e quero trabalhar nesse campo, principalmente com Processamento de Alimentos.
    Graduando - Por que escolheu a profissão?
    Pelo fato do Brasil possuir sua economia quase que totalmente baseada na agricultura e por sempre ter tido mais gosto pelas ciências exatas, optei pela profissão de Engenheiro Agrícola, justamente porque esta concilia estes dois fatores, unindo assim dois campos da ciência: a Engenharia e a Agricultura.
    Profissional - Por que escolheu a profissão?
    Na época, eu tinha muita simpatia a área agrária, mas também gostava muito da engenharia e vi a engenharia agrícola como a profissão e conciliava os meus dois objetivos. Estudando um pouco mais sobre o curso, pude ver a sua grande área de atuação e estou feliz com a escolha que fiz. Depois que concluí a graduação, fiz o mestrado em engenharia agrícola também.
    Vestibulando - O que espera do curso?
    Espero me identificar e gostar de todas as matérias até o final do curso e que ele me traga realização profissional e um futuro bem sucedido. Já conheço algumas disciplinas e, por enquanto, gosto de todas.
    Graduando - O curso corresponde às suas expectativas?
    Espero que, depois de formado, esteja capacitado para exercer a função de Engenheiro Agrícola. O que acredito que serei, pois estou no 7° semestre e já tive uma boa noção do que o profissional é capaz de realizar.
    Profissional - O curso correspondeu às suas expectativas?
    Em relação ao objetivo que entrei, o curso se mostrou muito completo e realmente é um curso com uma ampla área de atuação, então as expectativas foram atingidas, mas vejo que o grande problema é a falta de conhecimento por parte do mercado sobre a profissão e as capacidades que os estudantes saem, se o mercado valorizar mais a profissão seria perfeito.
    Vestibulando - Quanto espera ganhar depois de formada?
    Ainda não tenho nenhuma pretensão salarial. Por enquanto não pesquisei nada ou entrei em detalhes nesse assunto.
    Graduando - Quanto espera ganhar depois de formado?
    Se considerarmos o teto mínimo do profissional engenheiro seria R$ 2.800,00 de salário base, mas acredito que isto não seja a realidade e espero que no início o salário gire em torno de R$ 2.000,00.
    Profissional - Quanto ganha?

    Tenho apenas 4 anos e meio de formado e entrei no mercado de trabalho como trainee competindo com profissionais de outras áreas, o que mostrou que o nosso curso é realmente muito bom. Hoje, meus rendimentos estão na faixa de sete salários mínimos, mas vejo que na área industrial um profissional pode chegar a ganhar acima de 20 salários mínimos. Como professor técnico, que também atuei por um ano, dá para se ter um ganho de quatro salários trabalhando à noite. No entanto, a situação melhora se seguir a carreira e lecionar no Ensino Superior.

    Vestibulando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
    Penso que vou fazer o que realmente gosto e quero muito trabalhar com isso. Acredito que lidar com a parte rural, alimentos, laboratórios e tudo que envolve a Engenharia Agrícola vai ser muito satisfatório para mim.
    Graduando - O que acha que vai encontrar de melhor na profissão?
    Em minha opinião o melhor da profissão é a contribuição que o profissional Engenheiro Agrícola pode fornecer na produção de alimentos, onde este profissional aplicará as tecnologias disponíveis à agricultura valorizando as atividades agrícolas.
    Profissional - O que acha de melhor na profissão?
    O melhor que acho é que por ser um curso bem completo e difícil também. Ele dá uma base sólida. Depois que concluí, sei que ocorreram algumas alterações na grade e não tenho conhecimento como ficou, mas acredito que ainda esteja muito bom.
    Vestibulando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
    As dificuldades de emprego que possa encontrar daqui pra frente se o mercado de trabalho não abrir as portas ou eu me decepcionar com algo que encontre no meio do caminho profissional.
    Graduando - O que você acha que vai encontrar de pior na profissão?
    A profissão é muito suscetível às crises da agricultura, mas no Brasil somos todos dependentes, direta ou indiretamente, do capital agrícola.
    Profissional - O que você acha de pior na profissão?
    O pior é o desconhecimento do mercado. Vários problemas encontrados nas empresas poderiam ser resolvidos com a contratação de um Engenheiro Agrícola, mas muitos nem sabem o que é a profissão.
    Vestibulando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
    A profissão está começando a ser reconhecida e valorizada agora e a tendência, certamente, é que a área cresça muito nos próximos anos e se torne cada vez mais disputada.
    Graduando - Que análise você faz da profissão no Brasil?
    O profissional está se tornando cada vez mais importante, pois o Brasil é um país basicamente agrícola e em desenvolvimento. Este desenvolvimento implica na aplicação de conceitos e tecnologias oriundos dos países desenvolvidos, pois um dos setores que mais se desenvolveu nestes países foi a agricultura, devido à aplicação de novas tecnologias. Neste sentido, a agricultura brasileira também está se modernizando no intuito de acompanhar a produção mundial.
    Profissional - Que análise você faz da profissão no Brasil?
    É um curso extremamente importante. Se o país atentar um pouco mais para sua vocação agrícola, tende a abrir um enorme campo de trabalho. Mas, para isto, é muito importante que os profissionais, juntamente com as instituições de ensino, trabalhem para mostrar isto ao mercado. Temos condição de atuar nas áreas de energia, mecanização agrícola, construções rurais, irrigação, armazenamento, meteorologia e também na área ambiental.
    Vestibulando - Que dica você daria a estudantes que estão em dúvida entre Engenharia Agrícola e outras áreas?
    Escolha o que realmente gosta de fazer, o que mais se identifica. E tem que estudar e se dedicar muito, porque é uma faculdade difícil, com muitos cálculos e matérias exatas.
    Graduando - Que dica você daria aos estudantes interessados em Engenharia Agrícola?
    A minha dica é se a pessoa que está em dúvida gosta da área de engenharia então escolha a Engenharia Agrícola, mesmo que nunca tenha tido contato com o meio rural. O curso é muito bom e é uma das poucas e grandes áreas cujo mercado de trabalho não está saturado e está em constante crescimento.
    Profissional - Que dica você daria aos alunos interessados nesta profissão?
    Se dedique no ciclo básico e tenha orgulho do curso, pois o maior problema que vocês vão encontrar será provar para o mercado a sua capacidade de trabalho. É uma excelente profissão.

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