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Roraima precisa de uma FAP

Reitor da UFRR, em artigo, aposta no desenvolvimento tecnológico

Publicado em 03/04/2006 - 16:59

* Por Roberto Ramos Santos


Em meados de novembro fui convidado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia para participar da Terceira Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Foram três dias de debates sobre os mais variados temas de interesse nacional, como economia do conhecimento, propriedade intelectual, geração de riqueza, cooperação internacional, produção de energia, recursos naturais, legislação e inclusão social.

As muitas discussões serviram para reforçar em mim algo que já me incomodava antes mesmo de ser o reitor da Universidade Federal de Roraima: a ausência no estado de uma Fundação de Amparo à Pesquisa. No contexto atual, as FAPs têm sido imprescindíveis ao desenvolvimento científico e tecnológico dos estados brasileiros.

O governo de Roraima precisa criar uma Fundação de Amparo à Pesquisa para estabelecer um padrão de conectividade entre estratégia de crescimento econômico e produção científica regional visando a melhoria da qualidade de vida da população. Por exemplo, como política de estado, a FAP de Roraima poderia criar uma agenda de pesquisa nas áreas de saúde, produção de energia, recursos hídricos, melhoramento de espécies e ocupação e uso da terra. Essa política construiria elos mais efetivos entre os arranjos, setores e cadeias produtivas com a questão da sustentabilidade social e ambiental. 

Outro fator importante para o estado seria a formação de recursos humanos. As FAPs, com ajuda do MCT e sem favorecimento político, têm mobilizado recursos financeiros para qualificar um grande número de pessoas em nível de pós-graduação. É certo que quanto mais mestres e doutores um estado possui, maior é a sua capacidade de atrair financiamento para pesquisa, não só de agências nacionais como internacionais. Além do mais, dependendo do tema pesquisado, coloca o estado numa posição de destaque, facilitando o seu crescimento econômico.

O Núcleo de Recursos Naturais, NUREN, e o de Pesquisas Energéticas, NUPENERG, da UFRR são exemplos que podem contribuir para o desenvolvimento sustentável de Roraima. Esse último, por exemplo, produzirá biodiesel a partir de diversas oleaginosas produzidas na região, colocando Roraima numa posição estratégica no cenário nacional. Eu lamento o fato de que o estado, por não ter uma FAP, não conheça a produção científica da Universidade e não estabeleça com ela mecanismos de crescimento social. Ao lado da FEMACT, a FAP de Roraima significaria PROGRESSO. 

* Roberto Ramos Santos é reitor da UFRR (Universidade Federal de Roraima)

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